quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Every exit is a start

Falaram que era o fim do mundo. Pensei que fosse conversa de botequim. Provaram que era profecia Maia, mas não me convenceram. Eu sempre soube que o apocalipse estava perto, devido ao incrível número de idiotas andando sobre a terra, no entanto, nunca acreditei que emergiria de uma seita aborígene do passado.

You see, eu sou mais um Constantine, se é pra ser religioso que tragam deus e o diabo para a batalha. Óbvio que nós não íamos viver para ver isso, afinal, muita coisa louca já aconteceu em 2012 e até a Lei de Murphy precisa admitir que está cansada. 

Niemeyer e Hebe Camargo morreram, o julgamento do mensalão começou, o Bóson de Higgs foi, finalmente, descoberto, as mulheres se deliciaram com literatura de quinta e o mundo se comprovou, mais uma vez, completamente mercantilista. Mais um ano cheio de memes rídiculos como Gangam Style torrando nossa paciência e tirando Gotye das paradas.

Se isso não é o fim already, talvez seja um começo. Isso mesmo, um momento para refletir e procurar uma saída. Corra para a mais próxima e se jogue de cabeça no futuro. O fim do mundo nunca foi tão útil. As pessoas estão há dias postando sobre o que fariam se amanhã tudo estivesse acabado. São cartas de amor e liberdade, são sentimentos, são coisas além do valor comercial. A minha pergunta é: por que expressamos isso só na hora H?

As pessoas deviam aproveitar esse frio na barriga, esse medinho, para sair por aí fazendo o que realmente queriam fazer. Faça da sua damnation a sua salvação, é o lema. Se amanhã for só mais uma sexta-feira, por que não vivê-la como a última? A adrenalina (ou quase isso) desses momentos torna os dias mais coloridos, mais vivos. É como se as pessoas acordassem da monotonia querendo pintar o céu cinza de azul. Por essas e outras quero mais que outras previsões apocalípticas tomem conta do que está por vir!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Precisamos falar sobre Kevin


O filme em questão é um retrato de uma cultura que muito se fala, pouco se conhece. A sociedade norte-americana parece próxima de nós e muitas vezes assumimos ela como uma velha companheira. Porém, seus valores e costumes são completamente diferentes dos nossos e, por isso, não podemos sair julgando e apontando falhas que não compreendemos a origem.

Em Precisamos falar sobre Kevin, filme que retrata um relacionamento falido entre mãe e filho com problemas comportamentais, essas características culturais vem à tona. Claro que o longa peca em muitos aspectos, como, por exemplo, não mostrar a vida social de Kevin fora do convívio familiar, além de insistir numa posição freudiana demais de que a mãe é culpada pela frustração e angústia do filho.

No entanto, a obra retrata uma coletividade que se nega a discutir e falar a respeito de problemas mentais. Para quem não sabe, Kevin é um menino transtornado e que acaba por cometer um massacre em sua escola, como os casos Columbine e Newtown, mais recente. Aliás, desde o último incidente, só se escuta falar nos “Estados Unidos: país das armas”.

Não creio que esse seja o único problema. E os diretores do longa deixam isso claro, afinal Kevin mata os colegas com um simples arco e flecha. O livre comércio de armas nos EUA facilita, mas não é o mentor dos Kevins. O que leva jovens como esse a realizar atos de tamanha grandeza é muito maior e tem origens na psicologia/psiquiatria. Sim, isso mesmo! Parece óbvio, só que nos EUA eles não têm essa visão.

Para os americanos, uma criança que não fala ou gesticula até os dois anos de idade não precisa consultar um médico, cena muito marcante no filme. Eva, a mãe, leva Kevin a um médico que afirma que ele é perfeitamente normal. Depressão, autismo e esquizofrenia são detectados com relutância e muitas vezes tarde demais.

O tempo todo, a mãe pressente que Kevin é “mau” e que não há ligação afetiva entre eles. Ao invés de levar ele a um psicólogo (reação normal no Brasil), ela tenta dialogar com o marido. Este, que não está presente o tempo todo, desconhece o próprio filho e crê que suas atitudes estranhas sejam habituais, por ser um garoto.

Sinceramente, a carência que Kevin exala é fora do comum desde o princípio. Essa necessidade constante de atenção, que para eles é algo irrelevante, para nós é preocupante. É por essas e outras que não vemos episódios como Realengo se repetindo numa vórtice à la Columbine.

Os americanos precisam prestar mais atenção em seus filhos. Não adiante limitar a venda de armas, se não houver educação. Todos esses massacres são pedidos desesperados de jovens que se sentem rejeitados, excluídos e são, de fato, pessoas doentes que precisam de ajuda. Não é vitimar os culpados, porém aprender com os fatos passados a evitar futuras repercussões.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mais um conto triste


E os sonhos se foram junto com o dinheiro. Marina não se importou, nunca gostou de sonhar. Não achava seguro, muito menos prudente. O aperto no peito não era de aflição, mas de liberdade. As notas voavam de encontro ao rio enquanto Marina observava em contentamento do alto da ponte. Os cabelos envolviam seu rosto em suaves rajadas de vento.

Cansada, ela se debruçou no parapeito da ponte e ficou a olhar as notas como se fossem peixes. Fechou os olhos e imaginou como seria bom nadar, ou, melhor ainda, ser um barquinho. Navegando em meio às lágrimas da desilusão. Não, não era liberdade. Marina nunca poderia se libertar de si mesma e ser um barco. Por isso ela não gostava de sonhar. “Sonhos são impossíveis”, repetiu em voz alta para si mesma.

Quis gritar, no entanto não teve forças e apenas abriu a boca num ato mudo. O sol se punha do outro lado, fazendo com que as sombras multiplicassem as notas no rio. Aos poucos a correnteza foi levando aquela imensidão verde e a possibilidade de arrependimento de Marina. “O que está feito, está feito”, pensou.

Quando as sombras se tornaram permanentes, Marina levantou, deu meia volta e desceu a ponte vagarosamente. Sem saber ao certo para onde ir, seguiu pela margem, como se procurasse seus peixes imaginários, agora já mortos no fundo do rio. 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Fim de ano feelings

Faz horas que eu ando com vontade de escrever sobre esse ano. Não porque o fim do mundo está próximo, mas porque foi uma época boa e especial da minha vida. Foi um período de extremo crescimento, tanto interior, como profissional. Entrei no mestrado, chutei pedras no caminho, consegui e perdi emprego, comecei e terminei relacionamentos, arranjei amigos maravilhosos, saí do Brasil em grande estilo e descobri que talvez eu não seja tão durona quanto pensava que fosse.

Fechei 2011 com muitos projetos futuros. A maioria coisas que todo jovem de 20 e poucos anos deseja... Consegui realizar bastante coisa, até mesmo algumas bem irrelevantes e outras consideradas impossíveis.

A entrada no mestrado foi um marco na minha vida. Primeiro porque é completamente diferente da graduação. É outro ritmo, outro pessoal, outros livros e, principalmente, outro nível de maturidade. Claro que tem fogueiras das vaidades, eternas, por sinal. Porém eu aprendi a lidar com elas, depois de apanhar um pouquinho. As viagens que isso me possibilitou ultrapassam as barreiras da física. Do interior do estado gaúcho à Europa, eu dei voltas disseminando as minhas próprias ideias.

Aliás, o que foi a Europa? Meu deus, uma experiência que eu não consegui relatar até hoje com dignidade. Abandonada pela minha fiel companheira, Maria Teresa, me vi sozinha naquela imensidão de culturas. O jeito foi me jogar de cabeça e absorver. Mesmo já tendo morado fora, foi difícil encarar o momento, além de ter sido completamente inédito para mim. Ainda bem que o inglês é fluente e a mente é ligeira. Fiz amizades internacionais que ainda mantenho contato e ainda vou visitar.

Mal aterrizei de volta em Porto Alegre, a vida seguiu seu ritmo psicodélico. Novas oportunidades, novos contatos feitos e a primeira grande experiência como repórter. Teve seus altos e baixos, mas foi fantástica. Dormi e acordei respirando Feira do Livro por 17 dias. Conheci pessoas diferentes e me apaixonei pelos amigos Ricardo Rodrigues e Roberta Prestes, duas criaturas que não existem semelhantes em qualquer outro lugar/tempo.

Venci medos esse ano, voltei a ter uma vida sociável. Passei por cima de sentimentos que já não tinham mais validade e recuperei uma vitalidade que nem sabia que existia. Venci a balança, num total (somando com as perdas de 2011) 18kg a menos e muitas calças 38 novas. O mais importante foi me sentir bem comigo e saber que posso ter controle sobre mim.

Desafios a parte, foi bom me libertar, pena que o mundo vai acabar, só que não. Ainda tenho planos para 2013:

1- Postar nesse blog diariamente, começando AGORA!
2- Perder mais uns quilinhos haha
3- Voltar a acreditar no amor ♥
4- Conhecer Cáceres. Sim, tenho uma coisa com esse lugar :P
5- Passar na seleção de doutorado (vai ser no fim do ano, mas vamos que vamos)
6- Trabalhar mais :D
7- Realizar o sonho da casa própria
8- Correr uma maratona \o/
9- Entrar no Beira-Rio e ver o primeiro jogo da minha vida
10- Ser feliz, porque é importante sempre!

"There is an ordinary world somehow I have to find" :)

E finalizo com a música do The Bravery, afinal acreditar é o que nos faz seguir vivendo, ou quase isso.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Cobertura da 58ª Feira do Livro de Porto Alegre

Eu queria fazer fazer um post decente sobre essa minha primeira GRANDE experiência como repórter de um veículo renomado. Mas, estou correndo com o mestrado, portanto não vai rolar. Nos posts abaixo, eu coloquei os links de todas as matérias que eu escrevi no período (17 dias ininterruptos). Quero e vou ir publicando os melhores textos aqui, depois que eu fizer a seleção. Agora, fica a saudade só.





sábado, 10 de novembro de 2012

Jornal do Comércio II

Bebeteca incentiva pais a lerem para seus filhos

Praça é tomada por livros gigantes

Domingo de vampiros, terror e fantasia

Iotti e Santiago falam sobre mercado de quadrinhos

Gabriel García Márquez é homenageado em seminário

Prefeitura investe em interatividade na Feira do Livro

Histórias em quadrinhos e literatura sequencial em voga

Gustavo Nielsen lança seu primeiro livro no Brasil

Histórias em quadrinhos ganham evento especial na Feira

América Latina, democracia e teatro para curtir o feriado

Educação muda rumo de bate-papo sobre Game of Thrones

Imagem e literatura em destaque na Feira

Jornal do Comércio

Para quem não sabe, ando freelando para o site do Jornal do Comércio em função da 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. Seguem aqui, algumas das minhas matérias. Depois eu posto mais.

Começa a Feira do Livro em Porto Alegre

Segundo dia de Feira promete muitas atrações

Área infantojuvenil reúne brincadeiras e acessibilidade

J. J. Benítez autografa na Feira

Editora 8Inverso estreia na Feira

Valter Hugo Mãe é destaque na praça de autógrafos

Semana abre com presenças internacionais na Praça

Segunda-feira de mau tempo não desanima leitores

Câmara Rio-Grandense do Livro divulga número de obras vendidas

Terça-feira para viajar

Multiculturalidade brasileira em pauta

Um dia para celebrar Drummond

Ação da BesouroBox integra a Feira com as redes sociais

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Afinal o que é felicidade?

Essa pergunta motiva diversas discussões há muito tempo e já foi respondida por vários filósofos e autores. Porém, quando tratamos de felicidade nos meios de comunicação, do que estamos falando e quais as consequências disto? O comunicador e professor João Freire Filho encara amplamente essa questão no seu mais recente livro Ser feliz hoje: reflexões sobre o imperativo da felicidade (2010).
A obra, que reúne especialistas de diferentes setores num conjunto transdisciplinar de reflexões, trata profundamente dessa revolução da felicidade aderida pela corrente da psicologia positiva atual. Percorrendo outros campos de conhecimento, o objetivo do volume é analisar os impactos subjetivos na sociedade gerados pela constante busca da vida feliz e não, como indica Freire Filho (2010, p. 22),
[...] promover um esforço concentrado para desvelar, enfim, a verdadeira felicidade, presumivelmente ofuscada por prescrições e relatos oriundos do campo psi ou da arena midiática. [...] não se trata de buscar reconstituir o que o referente felicidade poderia ser em sua forma ou estado fundamental.
Tomando esse curso, o autor esclarece que é necessário refletir e colocar em discussão os roteiros duvidosos difundidos recentemente, os quais estão tão disseminados que se afiguram como irretocáveis e imperiosos. Com um excelente e variado referencial teórico, Freire Filho (2010) se baseia principalmente em Morin (1984, p. 124) e sua declaração, já bastante difundida, de que “a felicidade é o leitmotiv da cultura de massa”.
Porém o pesquisador busca fontes mais antigas, resgatando o pensamento crítico da escola de Frankfurt, a psicologia de Foucault e a contribuição filosófica de pensadores como Descartes, Heidegger e Nietzsche, para elucidar esse novo resgate de valores e a constante construção de políticas públicas para a prosperidade.
Afinal, a felicidade tem sido hipervalorizada e se tornou nosso objeto central de consumo. O discurso sedutor difundido pelos meios de comunicação impõe a vida feliz como um direito social, um passo para o progresso virtual da humanidade. A mídia insinua que se você não é feliz é porque possui algum problema, algo em você está errado, esse é o clímax das ideias de Freire Filho (2010).
Será que esse é um direito da mídia? Ou, melhor ainda, qual o papel da mídia nesse sentido? Historicamente, os meios de comunicação vêm promovendo o ser feliz, o bem-estar e a autoajuda como um must have. Entretanto essa injunção da felicidade alheia para dentro das nossas vidas pode ter um efeito negativo. Esse culto à sociedade do espetáculo é bastante excludente. Só pessoas perfeitas podem participar. Aquelas estão incapacitadas de alcançar um patamar exigido pela mídia se tornam pessoas frustradas.
Para curar esses seres frustrados, deprimidos, surgem novas alternativas psicológicas (FREIRE FILHO, 2010). Bem como aparecem novas doenças, favorecendo a indústria farmacêutica. A ciência se coloca em prol da causa, estimulando os governos a medirem o nível de satisfação do seu povo. A inserção de metodologias de pesquisa do índice de felicidade provocou debates e até mesmo um projeto de lei.
Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) estabelece “busca pela felicidade”[1] como um direito do brasileiro. O projeto conta com o apoio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e já está tramitando. O texto complexo cita a França e os Estados Unidos da América (EUA) como exemplo de países que incentivam a busca individual pelos direitos sociais.
Diversos fatores viraram, então, sinônimos de infelicidade. Entre eles o tédio, a insegurança e a questão visual do corpo entraram para o topo da lista. Ser humano já era difícil, agora, na era da felicidade compulsiva e compulsória (FREIRE FILHO, 2010), há mais um fardo para se levar.
O polianismo[2] não sai de moda. Ser alguém otimista, de bem com a vida é ser autêntico. Taylor (2011) aborda a autenticidade através do multiculturalismo. Para o autor, a identidade é subjetiva e suas linhas de investigação se baseiam em uma concepção hermenêutica, unida ao simbolismo e ao humanismo, conferindo à linguagem a articulação dos significados.
Essa questão acaba sempre levantando a discussão sobre narcisismo, uma influência direta na cultura da autenticidade onde a busca pelo ideal fidedigno é o fator principal. A condição humana parece impossível ao privilegiarem-se as diferenças singulares de cada pessoa.
Sendo assim, se ser feliz é ser você mesmo, irrompe aí uma tensão com a conjectura de que todos devem ser felizes. A auto-realização passa a ser egocêntrica, motivada pela caça do bem-estar particular. No entanto, se todos gozam do mesmo estado não há autenticidade, logo é necessário que haja um conflito, uma disfunção social. É preciso que exista a infelicidade e a felicidade, ao mesmo tempo, bem como diversas outras condições no meio.
Taylor (2011) declara que quando o eu passa para um local de destaque, a indiferença perante todos é estimulada. O buffered self (o eu protegido, na tradução) determina a liberdade, uma vez que o eu é intocável. A própria legislação – brasileira, americana e francesa – expõe isso através da ideia de que cada pessoa é única e tem seu direito individual garantido: a tal liberdade de escolha.
Se somos seres autênticos e com liberdade de escolha, por que a mídia insiste no tema da felicidade? A governabilidade subjetiva é um dos porquês. Ser dono de si, estar no comando da própria vida é um incitamento para os veículos pautarem o assunto. Em seus artigos, Freire Filho (2010) culpa as mídias pela angústia que essas causam ao impor esse raciocínio.
A sociedade é uma ilusão, uma ficção coletiva. A indigência de se harmonizar a ela atormenta as pessoas. Até mesmo a expressão fitness do inglês, que significa to fit in (enquadrar-se, adaptar-se, na tradução), representa essa pressão vivida pelas massas (FREIRE FILHO, 2010). É a lógica do no pain no gain, sem suor nada se conquista. A felicidade está à venda. Podemos obtê-la pelos mais variados preços.
Essas atitudes só contribuem mais para a degradação dos valores da sociedade. Fica cada vez mais difícil atingir um nível satisfatório de felicidade. E quando se alcança, novas metas são estabelecidas. Ficamos sujeitos a essa eterna procura.
A mídia se aproveita da situação para nos estimular, afinal somos fieis consumidores da vida feliz. Quem não quer ser feliz? Quem, no fundo, não deseja realizar seus sonhos? Por mais pessimistas que possamos ser, acabamos devorando aquilo que nos é oferecido em matéria de felicidade.
Quando não há maneira de obter aquilo que nos é essencial, nos depreciamos, nos sentimos fracassados. Porque, de certa forma, é nosso papel ser feliz, acima da autenticidade. Não nos é permitido assumir a derrota ou dar a batalha por vencida. O otimismo está em alta e nos move. Precisamos levantar a poeira e sorrir para as câmeras. Sem isso, não nos é concedido o direito de pertencer.
Os excluídos da felicidade acabam gerando novos transtornos para engrossar o caldo da psicologia positiva. Surgem continuamente diagnósticos e promessas de remédios para curar todo tipo de mal. Não se pode ser infeliz por simplesmente ser. A culpa da infelicidade é nossa e nós temos de resolvê-la.
Todavia essa onda, morosa, não vai durar para sempre. Tanto a mídia como o público precisa acordar para a realidade latente. Não podemos nos deixar levar pelo polianismo o tempo todo. Aliás, para nenhum dos extremos: não queremos favorecer os positivistas e nem a indústria farmacêutica. A vida é feita de altos e baixos.
Os veículos de comunicação devem abrir os olhos para pautas mais relevantes. Existem outros assuntos ligados à felicidade e ao bem-estar. É possível dar ao tema diferentes approaches, que não sempre os mesmos. Há tanta coisa pautável lá fora; às vezes é só uma questão de sair por aí e ver o que realmente acomete as massas.

REFERÊNCIAS
FREIRE FILHO, João (Org.). Ser feliz hoje: reflexões do imperativo da felicidade. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
_______. O poder em si mesmo: jornalismo de autoajuda e a construção da autoestima. Famecos, vol. 18, nº 3, 2011, p. 717-745.
MORIN, Edgar. Felicidade. Cultura de Massas no século XX: o espírito do tempo. Rio de Janeiro: Forense, 1984, p. 132-141.
TAYLOR. Charles. A ética da autenticidade. São Paulo: Realizações, 2011.




[2] Pollyana é a personagem principal do romance de Eleanor H. Porter, publicado em 1913. Por seu otimismo e positivismo diante dos infortúnios da vida, seu nome virou sinônimo de pessoa extremamente feliz e inclusive encontra-se em alguns dicionários. Disponível em: <http://dictionary.reference.com/browse/pollyanna>. Acesso em: 31 mai. 2012. 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Smart! Investe em prédios conceituais

Muito se tem falado em ecossustentável e design inteligente. Adquirir um espaço para trabalhar, morar e conviver é uma busca por algo que seja bonito, confortável, luxuoso e de fácil acesso. São esses os aspectos que a Smart!, incorporadora boutique de arquitetura, levou em consideração no projeto Germano 508 /OfficeConcept. 
A empresa foi fundada em 2008, pelos arquitetos Ricardo Ruschel e Márcio Carvalho, com o apoio do engenheiro Carlos Eduardo Voegeli, visando empreendimentos contemporâneos autorais de pequeno porte. Porém a criatividade desses três empresários não tem limites. 
Localizado na rua Germano Petersen Júnior, que dá nome ao futuro edifício – coração do bairro Auxiliadora, em Porto Alegre – o projeto cosmopolita é considerado, pela empresa, uma gentileza urbana. Com traços inspirados no movimento Bauhaus, eles não deixaram de lado a natureza. Todos os andares são acariciados pelos gardens, pequenos espaços externos que valorizam e estimulam a biodiversidade. 
São dez unidades conceito, com identidades próprias atendendo a expectativa de cada possível cliente. As áreas variam entre 80 e 100 m2 e a previsão de conclusão da obra para novembro de 2013. Esse já o segundo projeto da Smart! no mesmo estilo, o Amélia Teles 315 foi entregue no início deste ano.
Site da Smart!: http://www.smart.arq.br
Hotsite Germano 508 /OfficeConcept: http://www.smart.arq.br/germano508/
Hotsite Amélia Teles 315: http://www.smart.arq.br/at_315/

sábado, 11 de agosto de 2012

10 apps que você empresário não pode deixar de ter


VerticalResponse
Oferece design e conservação de campanhas para os contatos Google, através de importação de uma lista de e-mails. Permite análise de resultados em tempo real, além de disponibilizar unsubscribe requests, onde você não corre o risco de se tornar um indesejado spammer.

TextFlow
Proporciona a comparação lado a lado das diferenças entre arquivos do Word, facilitando a revisão e a aceitação ou rejeição de mudanças nos textos. Bem como evita a duplicação, poupando espaço no seu sistema.

SyncPlicity
Permite o upload de diversos arquivos de diferentes formatos. Transforma os mesmos em encriptados, mas permite o acesso restrito. Excelente ferramenta de back-up e de compartilhamento que torna o gerenciamento de dados mais efetivo.

SmartSheet
Tem como função o compartilhamento e a coordenação de projetos, vendas e outros tipos de trabalho em equipe. Através da criação de listas de tarefas e sub-tarefas associadas a calendários e tabelas de progresso.

MindMeister
Cria mapas mentais através de representações visuais de conceitos e como eles se relacionam. Eficaz maneira de organizar resultados de um brainstorm, proporcionando um bom rascunho de ideias e planos.

GQueues
Após as tarefas serem planejadas, é hora de distribuí-las. Este app funciona integrado com o Google Calendar e permite manter os colaboradores na “mesma página” do restante da empresa, reforçando as tarefas e projetos a serem desenvolvidos.

Expensify
Comporta a importação de gastos diretamente do cartão de crédito ou da conta bancária, faz log dos gastos e receitas, até mesmo no mobile. Uma ótima ferramenta para a organização de despesas.

Creately
Cria modelos de planilhas, de diagramas de processos, cargos da organização e diversas outros comuns gráficos empresariais. Esses projetos podem ser compartilhados com equipes e clientes usando notas para comentários.

Aviary
Qualquer negócio eventualmente precisará processar e modificar imagens. Aviary oferece alguns utensílios para edição, vetorização e até mesmo para montagem de áudio.

SlideRocket
Faz importação de apresentações do Google e do Microsoft PowerPoint. Também serve para criação de slides e poder ser acessado por PC, Mac e Linux. Faz análises de audiência.

Fonte: Publistorm

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Entrevista com Marcos Wunderlich

[Media Stalker's] Como nasceu e o onde atua o Instituto Holos de Qualidade?
[Holos – Marcos] O Instituto Holos nasceu há 19 anos em Florianópolis, devido a necessidade de fornecer metodologias inovadoras voltadas para o Desenvolvimento de Pessoas e suas Organizações a partir dos instrumentais científico-pedagógicos e referenciais holístico-sistêmicos. Hoje, atuamos em todo território nacional e no exterior, e somos a única organização que forma, credencia e certifica profissionais de coaching e mentoring com nossa metodologia que denominamos de Sistema ISOR®. 

[MS] O que é uma instrumentação de coachs e mentores? Como isso favorece os empresários e as empresas? 
[Holos – Marcos] O coach dentro de uma organização, visa aos melhores resultados de uma empresa, mas não é só isso. Seu trabalho vai além: ele também age na questão do desenvolvimento humano. Coach é aquela pessoa que orienta o outro, procura melhores resultados, e o mentor é aquele que trabalha mais com a questão humana, do desenvolvimento humano. O coach trabalha as questões técnicas, das consequências, e o mentor trabalha com o comportamental. Coaching e mentoring são exercidas em conjunto, pela mesma pessoa. Ambas são metodologias de desenvolvimento nas organizações. Quando uma pessoa é um líder de alta performance na organização, ele procura usar metodologia de coaching e mentoring para que possa ter melhor desempenho na profissão e fazer com que a equipe traga melhores resultados. De modo bem genérico, o coaching e mentoring podem ser aplicados em qualquer situação, onde haja necessidade de apoio, orientação ou interlocução para atingimento de uma meta ou resultado.

[MS] Qual a importância de se estudar o desenvolvimento de tecnologias e pessoas nas organizações? 
[Holos – Marcos] Há uma grande importância em perceber o desenvolvimento do mercado em relação as tecnologias, seus instrumentais e benefícios voltados ao fator humano. O conhecimento e uso de tecnologias de ponta como uma ferramenta para os processos de gestão de pessoas e de resultados é um caminho que gera excelentes resultados. O coaching é uma metodologia atual, em expansão e com bons retornos quando se trata do assunto. Um coach quando possui uma boa metodologia e instrumentais adequados, pode exercer e conseguir resultados altamente eficazes com seu cliente, o coachee. O coaching pode ser exercido em organizações, mediante implantação de programa interno ou contratação de coaches externos.

[MS] O que é o sistema ISOR® e como funciona? 
[Holos – Marcos] O Sistema ISOR® é um conjunto instrumental científico-pedagógico genuinamente nacional da mais alta qualidade, exclusivo do Instituto Holos e com forte aceitação em empresas e área de RH. Está voltado para o desenvolvimento integrado de pessoas e suas organizações, com base no pensamento sistêmico, na moderna administração, nos avanços da ciência e na milenar sabedoria humana. Utiliza-se, sobretudo, de referenciais gráficos (holográficos) autoexplicativos, formando um know-how próprio e uma metodologia peculiar de aplicação e aprendizado, com base no autodesenvolvimento e na ampliação da mentalidade e visão. ISOR® vem do prefixo grego ISOS, que significa "igual”, "da mesma forma”; e o "R” final, que abrevia a palavra relacionamento, nos remete a atividades e relacionamentos isomórficos, isto é, coerentes, condizentes. Ou seja, ISOR® se propõe fundamentalmente a desenvolver nas pessoas uma vivência relacional com base no isomorfismo, na coerência, na transparência, na reciprocidade entre visão e ação.

[MS] Quais os benefícios e o conteúdo do curso que será oferecido em Porto Alegre no final do mês? 
[Holos – Marcos] O curso é uma excelente oportunidade para profissionais que buscam formação de alta qualidade. Tem duração de 3 dias consecutivos, possui uma abordagem holística-sistêmica e fornece duas certificações internacionais. O curso incorpora ao novo coach variadas técnicas de auto-aprimoramento e de desenvolvimento de competências e habilidades profissionais. O curso permite atuar em uma nova profissão – coach, aplicando a abordagem e as técnicas na área pessoal, familiar e profissional ou também exercendo a atividade de líder-coach em empresas e organizações. É indicado para gerentes atuantes em empresas e para profissionais que atendam pessoas: recursos humanos, psicólogos, terapeutas, área da saúde, educação e demais áreas afins. A formação, além de contemplar os aspectos teóricos e práticos, tem como diferencial a abordagem humana do coaching com o oferecimento da metodologia exclusiva do Sistema ISOR®.

[MS] Que dica você daria para quem está entrando no mercado de trabalho agora e deseja ter sua própria empresa? 
[Holos – Marcos] O ideal seria que todo profissional pudesse passar pela experiência de ser coachee e depois formar-se como coach, como uma forma de aceleração do aprimoramento e não apenas utilizar esta ferramenta em momentos de dificuldades. Importante, aqui, é entender que a atuação do coach é diferente de um consultor – este último propõe uma solução ou fornece uma espécie de receita, enquanto o coach tem uma função de instigar, ativar a criatividade, fazer perguntas poderosas, ordenar o processo decisório para que o coachee possa achar diferentes soluções e tomar sua própria decisão. Um coach nunca toma decisões, ele ajuda o coachee a encontrá-la.

[MS] O que é necessário para ser um líder? 
[Holos – Marcos] Líderes são facilitadores e cooperadores para o bem do todo, pois um líder representa a alma do seu grupo, tem legitimidade 
e capacidade de assumir riscos calculados. Líderes não nascem prontos, eles são formados. Para ser um líder é necessária motivação adequada, e ter um cultivo constante das habilidades e competências que permitam obter resultados positivos através das pessoas. Coaching é uma ferramenta muito adequada para o exercício da liderança de alta performance.

sábado, 21 de julho de 2012

Confira entrevista com diretor da Uffizi

A Uffizi Consultoria em Comunicação é uma das mais conhecidas na área, em Porto Alegre. Com mais de 15 anos de experiência, a empresa além de ser especializada em assessoria de imprensa corporativa, se destaca por possuir um quadro que conta somente com profissionais diplomados.
Sua equipe possui também colaboradores e parceiros, todos movidos pela ética profissional, objetivando uma recepção de qualidade, porém se modernizando e evoluindo a frente do mercado.
Seus produtos são inovadores e o atendimento personalizado, com envolvimento direto dos sócios. Uma das maiores preocupações dos que estão por trás desse sucesso é se adequar à realidade de cada novo cliente. Para compreender como a Uffizi chegou até aqui, confira abaixo a entrevista com o diretor, Almir Freitas.

[Media Stalker’s] Como nasceu a Uffizi?
[Uffizi - Almir] A partir de um desafio lançado por um amigo durante um curso. Até então trabalhava como terceirizado em uma empresa e atendia a maioria das contas. Desafiado por ele, me reuni com duas pessoas e fundamos a Uffizi. As duas não estão mais na empresa.

[MS] Como a Uffizi se mantém no mercado, hoje, onde a concorrência é bem mais acirrada?
[Uffizi - Almir] O mercado está forçando que agências de comunicação – que é como nos caracterizamos – adotem outras posturas e outras condutas. Isso significa perdas significativas, mas é preciso olhar para frente e entender que o prejuízo de agora deverá ser o ganho de amanhã.  E enquanto esta transformação não se completa nos resta matar um leão por dia para sobreviver.

[MS] Como a Uffizi se adaptou ao uso das novas tecnologias?
[Uffizi - Almir] Foi preciso para conseguir sobreviver. Como o grupo tem uma idade relativamente baixa a adaptação foi tranquila e benéfica. Isso porque a tecnologia vem se alterando diariamente e as certezas de hoje são as dúvidas de amanhã e é preciso encontrar soluções.

[MS] Qual o diferencial da empresa em termos de comunicação?
[Uffizi - Almir] A experiência e os resultados alcançados para os clientes. Trabalhar com assessoria de imprensa, publicações impressas e digitais e redes sociais é nosso principal diferencial. Oferecemos soluções completas na área.

[MS] Muitos jornalistas estão saindo da faculdade e abrindo suas próprias empresas. Que dica você daria pra esse pessoal?
[Uffizi - Almir] Resistam em busca de seus ideias. Sejam criativos, sejam originais em suas iniciativas mesmo que isso signifique não reinventar a roda.

[MS] Você acha que ainda existe preconceito dos jornalistas em relação às assessorias de comunicação?
[Uffizi - Almir] Isso vem diminuindo com o tempo. Hoje já temos uma maioria de pessoas em redação que entendem a real função de uma assessoria e assessores que entendem o que realmente eles devem fazer.

[MS] O que você acha dos currículos atuais dos cursos de graduação em jornalismo? Eles preparam para o mercado?
[Uffizi - Almir] Os currículos não devem necessariamente, e somente eles, preparar para o mercado. As pessoas estão acostumadas a comprar receitas prontas mas as soluções não são idênticas para todos. Temos que sair da zona de conforto e ir em busca de soluções adequadas para nós. Não devemos comprar sonhos dos outros.

[MS] O que é assessoria para você?
[Uffizi - Almir] Uma outra forma de exercitar o jornalismo organizacional.

[MS] Até onde vai o empreendedorismo na comunicação sem ser apenas negócio?
[Uffizi - Almir] Não há limites. Existem ideias, ideias lucrativas e projetos que dão certo, se encaixam. Claro, o oposto também é verdadeiro.

[MS] Como é ser comunicador, empreendedor e jornalista tudo ao mesmo tempo?
[Uffizi - Almir] É como o jogador de futebol que cobra o escanteio, corre para cabecear e defende a bola. Vivemos desta adrenalina quando trabalhamos em comunicação. Ela nos completa.

[MS] Como você vê o futuro das assessorias?
[Uffizi - Almir] Bem diferente do atual. Ainda não há uma resposta mas caminhos possíveis. Estou tentando encontrar um deles.