terça-feira, 28 de julho de 2009

De repente virou moda

LINK DA NOTÍCIA

Depois de ler o artigo acima fiquei um tanto quanto chocada. Não é de hoje que sabemos o quão cruel o ser humano pode ser com os animais, mas de uns tempos para cá a coisa tem piorado drasticamente. Agora crianças pequenas respondem a estímulos irracionais de péssimos pais e se tornam psicopatas através dos maus tratos dos animais. Começam atirando pedra em um cãozinho e terminam presas por homicídio doloso.

Nossa sociedade se preocupa demais em colocar certos problemas sociais em lustrosos papeis de novela interpretados por donzelas bonitas e vítimas de suas próprias maldades. Mas o tiro sai pela culatra sempre, em vez de as pessoas acharem as atitudes dessas pseudomegeras repugnantes, cada vez mais as crianças e adolescentes tenta imitar tal falta de compaixão com o próximo. Porém o que realmente preocupa é que se essas pessoas não conseguem ter afeto por animais fofinhos, como vão criar relacionamentos importantes mais adiante na vida?

Ensina-se, hoje, que para ser melhor precisamos passar por cima de tudo e todos, fazer mal criações e chamar a atenção o máximo possível. Não é a toa que cresce o número de programas de televisão sobre adolescentes que necessitam de controle, onde uma "baba" vai a casa das pessoas tentar impor algum limite. As pessoas perderam o rumo. Não sabem mais educar pessoas e bichos. Estimulam o caos e a guerra. Está certo que somos animais também, mas temos a dádiva do raciocínio, sabemos que matar por matar é errado e sabemos disso porque ao longo de nossas vidas isso nos foi ensinado.

Precisamos parar e prestar a atenção na geração que estamos criando, principalmente nesta que fica o dia todo na frente da televisão, sozinha e sem contato com o mundo exterior. A conversa e a aproximação através da boa convivência e da criação de relacionamentos são pontos que podem impedir uma criança de se tornar um psicopata quando chegar a fase adulta. O próprio ensino do respeito ao próximo e a delegação da responsabilidade perante a criação de um bichinho durante a infância são fatores decisivos. Interpretar o que assistimos e explicar quem é bom e mal nas novelas é essencial, pois ninguém nasce sabendo essa distinção.






Links relevantes:

Agência de Notícias de Direitos Animais
Direitos Animais
Sociedade União Internacional Protetora dos Animais
Rede Psicologia - Psicopatia

terça-feira, 30 de junho de 2009

Atraso em show da banda Ill Niño gera tumulto

No entardecer do dia 20 de junho, sábado, uma longa fila já virava a esquina da rua Antonio Luiz Valério, 93, em São Bernardo do Campo, São Paulo, para assistir o show da banda americana Ill Niño, formada em 1998. Com a abertura dos portões marcada para as 18h cerca de 3.500 pessoas se aglomeraram em frente ao Espaço Lux, local do evento, uma hora antes. Os ingressos, cujo valor ia de 50 a 100 reais, esgotaram-se na semana anterior. Com a falta de organização dos responsáveis e o conflito entre as bandas, os fãs só puderam entrar por volta das 22h, fato que causou muito tumulto e ainda mais atraso nas apresentações.
Ainda na fila, um jovem que não quis revelar o nome, passou mal depois de consumir grande volume de álcool e ficou inconsciente por volta de 30 minutos, pois a ambulância que seu amigo, Luis Henrique, chamara ficou presa em um engarrafamento. “O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) se recusou a enviar outra ambulância e nós estávamos desesperados, porque o nosso amigo estava muito mal mesmo”, conta Henrique.

Rodrigo Fernandez Valez, estudante de Direito, que estava trabalhando como funcionário do evento, viu a situação e ajudou o rapaz a telefonar novamente para o SAMU. “Omissão de socorro é um crime grave, pode dar de três meses a um ano de prisão, dependendo do caso, e nós não queríamos nos responsabilizar caso o menino falecesse ali mesmo”, Valez trabalha na função há algum tempo e conta que sempre ocorre algum problema de última hora para resolver.
A demora resultou na revolta de fãs, que jogaram lixo na frente da casa e tentaram várias vezes entrar furtivamente, dificultando o trabalho dos seguranças. Mesmo depois de liberarem os portões, os grupos de abertura, que eram seis, não podiam tocar sem que a banda principal estivesse presente. Porém, os brasileiros Cristian Machado, Daniel Couto, o multiétnico Ahrue Luster, os americanos Lazaro Pina, Diego Verduzco e o peruano Dave Chavarri que integram atualmente o Ill Niño chegaram depois das 22h e ainda tinham que passar o som.

Quanto mais o Espaço Lux lotava, mais a tensão entre o Ill Niño e as bandas independentes aumentava. “Nós não passamos som com o público dentro do local do evento”, enfatizou Cristian Machado, vocalista, que acabou arranjando confusão com a banda Libria, de Santo André, SP. Para garantir a participação do Ill Niñoe não cancelar o show, a organização do evento, feita pela Casa da Música, decidiu cortar três músicas de cada banda de abertura e expulsar o Libria do show.

Arrasados com a notícia, os integrantes decidiram ir embora em sinal de protesto, mas as 3.500 pessoas que estavam lá começaram a gritar estrondosamente o nome da banda, pedindo para que eles tocassem antes do Ill Niño. Entre um acordo e outro, o Libria acabou subindo ao palco para a felicidade dos fãs. A mistura de rock brasileiro com maracatu agradou a muitas pessoas, o próprio Cristian Machado mencionou que o som deles era inédito.

Com músicas em inglês e espanhol, mixando new metal com ritmos latinos, o Ill Niño subiu ao palco às 3h da manhã do domingo, para tocar doze letras de seus quatro álbuns: Revolution Revolución, Confession, One Nation Underground e Enigma, sendo este último lançado em 2008.

Ill Nino - If You Still Hate Me (Clip do show)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Violência Urbana

O Brasil é um dos países com maior índice de mortes por violência urbana no mundo. Uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que aqui cerca de 40 mil pessoas perdem suas vidas todos os anos vítimas da intolerância e falta de limites, mais de 11% das mortes do planeta. Associada ao comportamento da sociedade, a violência muitas vezes está ligada às drogas e a instrumentos de ação, como filmes e novelas.

Nos últimos anos, as demonstrações que acompanhamos junto com a mídia foram tão severas que muita gente fez questão de esquecer logo para não ser consumida pelo medo. Crianças arrastadas por carros, mortas pelos pais; pessoas esquartejadas e linchadas em público perante policiais que nada podem fazer viraram parte do cotidiano do povo brasileiro. Não é a toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) registra o Brasil como o país com a segunda maior taxa de mortalidade por agressão física do mundo, perdendo apenas para a Colômbia, nação que está em guerra civil há mais de 30 anos.

Nunca foi tão perigoso sair na rua, até mesmo ficar em casa. Temos de suspeitar de todos, inclusive do carteiro e da vizinha boazinha que nos traz o chá. As pessoas estão cada vez mais irritadas e agressivas, tudo é motivo para perder o controle e partir para cima. Isso não está certo. Não só os governos, mas a população como um todo precisa olhar para si e corrigir muitos problemas, como a diminuição da infância, por exemplo.

Precisamos tomar uma atitude antes que seja tarde demais e voltemos a viver na Idade Média. Somos civilizados e racionais, não podemos continuar nos comportando feito animais e estimulando essa atitude. Mudar é algo que só vai acontecer se um ajudar o outro, pois nem todos nascem com as mesmas oportunidades. A educação é outro ponto que precisa ser reforçado, é necessário bater na mesma tecla desde criança, explicando que podemos conseguir as coisas através da comunicação e não da guerra.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Educandário enfrenta dificuldades para se manter

No seu 70º aniversário, o Educandário São João Batista enfrenta uma época de dificuldades, problemas de infra-estrutura e falta de verba diminuem oportunidades e a esperança das crianças que o freqüentam. Fundado em 1939, a escola localizada na zona sul de Porto Alegre é uma casa de reabilitação de crianças com deficiência física e mental, sem fins lucrativos e de assistência social gratuita.

Déa César Coufal, foi a responsável pela construção da sede em 1946 na rua Tenente Coronel Mário Doernte, 200, no ponto mais alto de Ipanema, onde inicialmente a entidade só tratava de crianças com paralisia infantil. São 17.000m², sendo 1.813m² de área construída. “Ela escolheu este terreno bem no alto, porque queria que as crianças ficassem perto de Deus”, conta Suzana Rossi, dentista voluntária do instituto há 11 anos. A casa foi especialmente desenvolvida para ser um hospital-escola e conta com banheiros especiais, piscina, rampas de acesso e salas de fisioterapia.

Hoje em dia, o educandário atende mais de 40 crianças e doenças como: Artrite Reumatóide Infantil, Artrogripose Múltipla Congênita, Distrofia Muscular Progressiva de Duchenne, Encefalopatia Crônica Infantil, Hidrocefalia, Mielomeningocele, Neuropatia Periférica, Osteogenese Imperfeita, Panencefalite Esclerosante Sub-Aguda, Síndrome de Down, Síndrome de Larsen, Síndrome de Moebius, Síndrome de Turner, Síndrome de Williams, Síndromes de West, Traumatismo Cranio-Encefálico e Traumatismo Raqui-Medula. “Tratamos de pacientes de 0 a 17 anos, de ambos os sexos e com diversas condições. Alguns não têm dinheiro para fazer o tratamento adequado ou até mesmo para chegar até nós” relata Erica Brugger, pediatra da instituição desde 1998. No entanto o público já foi maior, em 2006, após passar por algumas reformas, foram registrados 14.514 atendimentos clínicos e 200 horas/aula a mais de 130 crianças e adolescentes no educandário.

A administração da casa é feita pela Congregação das Irmãs de São José de Chambery. A Ir. Maria Inês Muraro foi diretora por mais de 26 anos dentro do educandário. “A primeira vez que eu vi a fila do almoço, aquelas crianças todas juntas, algumas em cadeiras, outras se arrastando pelo chão, tive que me esconder para chorar”, natural de Flores da Cunha, ela veio para a capital em 1952 para fazer parte da equipe da entidade, e hoje com 88 anos ainda visita seus ex-internos quando pode.

No ano passado, o médico ginecologista Sérgio Eduardo Silva da Rocha foi eleito presidente, mas só comparece na instituição uma vez por semana e mandou embora boa parte dos voluntários e estagiários para reduzir gastos. Um dos convênios que foi rompido foi o com a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) que fazia os estágios curriculares de fisioterapia, pedagogia e psicologia no local com supervisão dos professores.

A falta de pessoal e de campanhas que estimulem doações tem feito com que muitos pacientes fiquem sem a atenção requerida atrapalhando seu desenvolvimento futuro. O Funcriança é o programa de arrecadação de maior renda do educandário hoje. Pessoas físicas podem doar até 6% do valor devido ao Imposto de Renda e as empresas ou pessoas jurídicas, até 1%.

Antigamente, os pacientes eram todos internos e dormiam na casa junto com um grupo de freiras. Agora somente dez meninas continuam internas, pois moram no interior ou não possuem nenhum parente. Um dos obstáculos que os funcionários querem vencer é que ao completar 17 anos, os adolescentes são obrigados a deixar o educandário, porém nem sempre eles estão prontos para a vida adulta, muitos têm restrições físicas e necessitam de ajuda para continuar tendo uma vida saudável.

FOTOS:




PROPAGANDA CRIADA PARA ARRECADAR FUNDOS: