Numa explosão de uma hora e meia, dentro do Pespy On Stage (Av. Severo Dullius, 1995 – Anchieta), a banda inglesa The Cult deixou o público querendo bis na noite desta última quinta-feira. O show da turnê “Born Into This”, de seu último álbum lançado em 2007, já estava marcado desde o mês anterior e tinha seu primeiro lote de ingressos esgotados. Sem abertura de outra banda e com a casa lotada, The Cult subiu ao palco com alguns minutos de atraso, o que contribui para a ansiedade dos espectadores.
Formado pelo vocalista Ian Astbury em 1984, após largar a banda Southern Death Cult, The Cult se tornou popular após o lançamento do disco Dreamtime em agosto do mesmo ano. Álbum este que se mostrava avançado para sua época, misturando música gótica com progressiva e muito heavy metal. O single Spiritwalker foi seu primeiro hit de sucesso. Agora com apenas dois membros da formação original, Billy Duffy (guitarra solo) e Astbury, a banda conta ainda com John Tempesta (bateria), Chris Wise (baixo) e Mike Dimkich (guitarra).
Ao contrario do esperado, a banda soltou seus acordes mais fortes de guitarra e deixou de lado os clássicos dos anos 80, enfatizando seus discos mais atuais. Duffy foi a estrela da noite, depois de trocar mais de três vezes de guitarra, atingiu seu ponto máximo deixando os fãs boquiabertos. Grande parte da platéia tinha faixa etária acima dos 40 anos sendo fãs de longa data da banda. Há via pessoas de todos os lugares, inclusive do interior para prestigiar o show.
Anderson Rech, estudante de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atravessou a cidade de ônibus para assistir o único espetáculo em Porto Alegre. “Acho que o show foi muito bom, apesar de que faltaram alguns clássicos e o tempo foi curto”, relata Rech. Os pontos altos da apresentação foram as músicas, Spiritwalker (Dreamtime), I Assassin (Born Into This) e a balada Edie (Ciao Baby) do álbum Sonic Temple. Seguindo a turnê, a banda toca dia 7 de outubro em Curitiba, dia 8 em São Paulo, dia 10 em Brasília e dia 11 em Fortaleza.
domingo, 5 de outubro de 2008
Promessas de um novo mundo
Em exibição até o dia de hoje no Santander Cultural, por R$6,00 a inteira e R$3,00 a meia, o filme de Justine Arlin, B.Z. Goldberg e Carlo Bolado relata através de sete crianças o conflito Israel-Palestina. Documentário filmado entre 1997 e 2000, não se preocupa em dar uma aula de história, mas sim em levar à tona o que as crianças de ambos os lados sentem em relação a tudo o que se passa. Os personagens da vida real introduzem o espectador na visão de uma criança e demonstra como esta sabe lidar melhor com os problemas do que um adulto. Árabes e Israelenses, juntos de mãos dadas, as crianças não só chegam a uma conclusão que pode ser a solução do conflito, como também vencem a barreira do preconceito e se tornam amigas de verdade. Em 106 minutos, o jornalista Goldberg joga na cara de quem quiser que a guerra só existe porque ninguém quer pará-la. Tocante e realista o filme deveria ser obrigatório no currículo de todo mundo.site do filme: http://www.promisesproject.org/
Deborah Cattani
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
VIII Semana de Letras discute hermenêutica e globalização
A VIII Semana de Letras começou na última quarta-feira (24) deste mês, trazendo várias atrações, entre elas, o filósofo Draiton Gonzaga de Souza. O evento acadêmico da Faculdade de Letras (FALE), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), promove todos os anos, desde 2000, uma série de atividades e tem duração de três dias. Com entrada franca mediante a doação de um livro de literatura, nesta edição o tema central escolhido foi: “A Globalização Cultural Através das Letras”.
Organizado pela diretora da FALE, Maria Euníce Moreira, em conjunto com os alunos da graduação e pós-graduação, tem como objetivo discutir quais os efeitos da linguagem no mundo. Uma das palavras mais pronunciadas ontem foi: hermenêutica – que quer dizer interpretação do significado. Draiton Gonzaga de Souza, doutor em Filosofia pela Universidade de Kassel (Alemanha) e professor da Faculdade de Filosofia da PUCRS, falou sobre a importância da língua. “Nós não temos um acesso direto ao mundo, nosso acesso a ele é sempre através da língua”, enfatizou o professor.
Outro ponto alto da palestra, ministrada por Gonzaga de Souza, foi em relação ao desenvolvimento filosófico das letras. “A nossa compreensão sempre se dá através de um processo histórico, pois já estamos marcados por uma história que nos precede. Estamos sempre no passado”, refletiu o palestrante quando questionado sobre a emblemática, homem versus espaço e tempo. Ele ainda grifou que há limitações na interpretação humana: “a nossa compreensão é finita, parcial e a partir de uma perspectiva. O que nós fazemos permanentemente é discutir”.
Ainda na tarde de ontem, uma sessão de cinema seguida de um debate entre os professores da casa, Carlos Gerbase e Luis Antônio Assis Brasil, fez lotar o auditório do prédio nove da PUCRS. “Paisagem de Meninos”, curta-metragem brasileiro escolhido pelos alunos, retrata a trajetória de quatro amigos no interior do estado do Paraná. Na trama, os meninos aficionados por cinema são impedidos de ver o último episódio da sua série favorita por causa de uma nova regra imposta no teatro. Para resolver o conflito, os meninos criam um plano, mas um deles não consegue entrar no cinema e daí em diante passa a ser o personagem principal de seu próprio relato.
Gerbase fez uma crítica construtiva em cima do curta de Fernando Severo e depois falou sobre influência da literatura na projeção. “No cinema se concretizam coisas que na literatura o leitor tem que imaginar”, o professor de Produção Audiovisual da PUCRS explicou a dificuldade dos diretores de fazer com que o roteiro vire filme, seguindo a risca todas as sensações que a leitura causa no ser humano. Assis Brasil analisou por outra perspectiva, segundo ele, o filme demonstra como a mente pode ser fértil: “ele mostra todo esse poder que temos de imaginar”.
Para encerrar o dia, ainda ocorreram apresentações de trabalhos dos alunos e uma palestra sobre o ENADE, por Marisa Smith. Hoje (25), diversas oficinas foram postas a disposição dos inscritos no evento, tais como: “A Arte de Contar Histórias”, com Celso Sisto e “Leitura da Literatura e Multimídia”, com Ana Maunari e Daniela da Silva. Na sexta-feira, último dia do simpósio, haverá um debate com Valdir Flores sobre o tema “A Lingüística e o Lingüista em Tempos de Pós-Modernidade”. Logo após, apresentações de formandos e uma mostra cultural com Aureliano Hernández. Para finalizar, uma sessão musical com a banda The Robert’s será oferecida no auditório do prédio nove às 21 horas.
Veja AQUI o cronograma!
Organizado pela diretora da FALE, Maria Euníce Moreira, em conjunto com os alunos da graduação e pós-graduação, tem como objetivo discutir quais os efeitos da linguagem no mundo. Uma das palavras mais pronunciadas ontem foi: hermenêutica – que quer dizer interpretação do significado. Draiton Gonzaga de Souza, doutor em Filosofia pela Universidade de Kassel (Alemanha) e professor da Faculdade de Filosofia da PUCRS, falou sobre a importância da língua. “Nós não temos um acesso direto ao mundo, nosso acesso a ele é sempre através da língua”, enfatizou o professor.
Outro ponto alto da palestra, ministrada por Gonzaga de Souza, foi em relação ao desenvolvimento filosófico das letras. “A nossa compreensão sempre se dá através de um processo histórico, pois já estamos marcados por uma história que nos precede. Estamos sempre no passado”, refletiu o palestrante quando questionado sobre a emblemática, homem versus espaço e tempo. Ele ainda grifou que há limitações na interpretação humana: “a nossa compreensão é finita, parcial e a partir de uma perspectiva. O que nós fazemos permanentemente é discutir”.
Ainda na tarde de ontem, uma sessão de cinema seguida de um debate entre os professores da casa, Carlos Gerbase e Luis Antônio Assis Brasil, fez lotar o auditório do prédio nove da PUCRS. “Paisagem de Meninos”, curta-metragem brasileiro escolhido pelos alunos, retrata a trajetória de quatro amigos no interior do estado do Paraná. Na trama, os meninos aficionados por cinema são impedidos de ver o último episódio da sua série favorita por causa de uma nova regra imposta no teatro. Para resolver o conflito, os meninos criam um plano, mas um deles não consegue entrar no cinema e daí em diante passa a ser o personagem principal de seu próprio relato.
Gerbase fez uma crítica construtiva em cima do curta de Fernando Severo e depois falou sobre influência da literatura na projeção. “No cinema se concretizam coisas que na literatura o leitor tem que imaginar”, o professor de Produção Audiovisual da PUCRS explicou a dificuldade dos diretores de fazer com que o roteiro vire filme, seguindo a risca todas as sensações que a leitura causa no ser humano. Assis Brasil analisou por outra perspectiva, segundo ele, o filme demonstra como a mente pode ser fértil: “ele mostra todo esse poder que temos de imaginar”.
Para encerrar o dia, ainda ocorreram apresentações de trabalhos dos alunos e uma palestra sobre o ENADE, por Marisa Smith. Hoje (25), diversas oficinas foram postas a disposição dos inscritos no evento, tais como: “A Arte de Contar Histórias”, com Celso Sisto e “Leitura da Literatura e Multimídia”, com Ana Maunari e Daniela da Silva. Na sexta-feira, último dia do simpósio, haverá um debate com Valdir Flores sobre o tema “A Lingüística e o Lingüista em Tempos de Pós-Modernidade”. Logo após, apresentações de formandos e uma mostra cultural com Aureliano Hernández. Para finalizar, uma sessão musical com a banda The Robert’s será oferecida no auditório do prédio nove às 21 horas.
Veja AQUI o cronograma!
sábado, 20 de setembro de 2008
Asas para voar
Para ler a matéria na Cyberfam, clique aqui!
Deborah Cattani
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