terça-feira, 10 de dezembro de 2013

2013 revisitado

Lista de 2013 e vejamos o que eu cumpri:

1- Postar nesse blog diariamente, começando AGORA!
2- Perder mais uns quilinhos haha
3- Voltar a acreditar no amor ♥
4- Conhecer Cáceres. Sim, tenho uma coisa com esse lugar :P
5- Passar na seleção de doutorado (vai ser no fim do ano, mas vamos que vamos)
6- Trabalhar mais :D
7- Realizar o sonho da casa própria
8- Correr uma maratona \o/
9- Entrar no Beira-Rio e ver o primeiro jogo da minha vida
10- Ser feliz, porque é importante sempre!

Gente, estou bem! Consegui cumprir três coisas de 10 hahaha, ótimo, só que não.
Que venha 2014 e suas 10 prioridades (não necessariamente na ordem):

1- Postar nesse blog diariamente, começando AGORA!
2- Viver mais, me divertir mais, sair mais... PIRAR!
3- Nunca mais acreditar no amor!
4- Conhecer o Uruguai, a Espanha, os EUA, o fim do mundo e um pouco mais :)
5- Passar na seleção de doutorado, de preferência bem longe de Porto Alegre
6- Sair de OVO Alegre pra não voltar
7- Tirar visto americano \o/
8- Comprar uma bike
9- Entrar no Beira-Rio e ver o primeiro jogo da minha vida (já tem data, 06/04/13)
10- Aprender espanhol



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dream is destiny

Life is yours to creat, ou na tradução, a vida é sua para criar. Essa, e tantas outras frases brilhantes, eu tirei do filme Walking Life (2001). Não tem uma história, porém tem linearidade. A obra retrata o universo de sonhos vividos por um rapaz. O estilo não é comum, lembra animação (parece impressionismo), pois foi editado com uma técnica chamada rotoscópio, arte de desenhar sobre a película.
 é o responsável pelo texto e direção do filme. O nome e a técnica soam familiar? É porque em 2006, Linklater fez outro longa no mesmo estilo, O Homem Duplo, com o ator Keanu Reeves. Sabe aquela narrativa que você termina e repensa toda a sua vida? Walking Life é isso. Não tem explicação, só assistindo para compreender o poder que as palavras podem ter.

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ela e ele

Uma brisa agradável deslocou uma mecha de cabelo dela para frente dos olhos. Em um movimento rápido ela devolveu os fios ao conjunto, descortinando a visão. Os olhos se encontraram de soslaio. Um sorriso iluminou o rosto dela. Ele seguiu sério e sisudo.
Um turbilhão de pensamentos invadiu a mente dele. Ela se sentiu traída e corou de raiva. Ele, obviamente, nem percebeu. Estava resistindo aos sentimentos que brotavam mais que as gotículas de suor na sua testa. Tão juntos e tão distantes...
A raiva se dissipou e ela pousou sua mão sobre a dele. Estava fria, "como seu coração", pensou. A mão dele esquivou-se lentamente, como quem quer e não quer viver o que sente. "Não seja bobo", disse ela num rompante.
A noite era quente, mas não tanto quanto o dia havia sido. As estrelas brilhavam opacas e distantes. Nenhum carro na rua. Mais uma vez os olhos se encontraram. As bocas se aproximaram. Um roubava o ar morno do outro. Os corações descompassados batiam alto. Os lábios se encostaram gentilmente causando uma onda de alívio nela.
Ele virou o rosto bruscamente.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Sobre Grenal, futebol e amor

Nunca fui apaixonada pelo futebol (graças a deus e a minha mãe que me criou para ser um ser humano decente). Não tenho nada contra quem "ama" o esporte e dedica sua vida a ele. Porém com os eventos da última semana me sinto obrigada a desabafar sobre o assunto.

Recentemente namorei um fanático. Sim, eu. Sempre fui contra qualquer tipo de fanatismo, contudo nem as convicções, nem a vivência na hostilidade israelense me impediram de cometer essa burrice. É incrível ver como as pessoas são doentes por determinados temas. O futebol é um dos piores. Os sintomas incluem agressões das mais variadas espécies.

Aliás, o fim do envolvimento com o rapaz se deu por causa de um time de futebol. Não pela rivalidade entre nós, que praticávamos o clássico Grenal em casa, mas sim por eu me sentir obrigada a competir com o maldito time. Afinal, uma bola rolando na grama e um monte de homem suado gritando com outros montes de homens suados deve ser realmente mais empolgante que o amor de alguém. 

A situação de confusão mental em que eu estou só piora, pois Porto Alegre é palco de uma guerra midiática sobre violência nos estádios e chegamos ao ponto de ter jogos com torcida única, para evitar confrontos. Sempre achei que o circo (de pão e circo) existisse para nos divertir/distrair e não para nos consumar. Não consigo entender as pessoas que choram por seus times como se chorassem por outro ser humano. Não me entra na cabeça que muitos vão para uma partida de futebol tendo em mente a violência e não a confraternização.

Quando numa briga tórrida surgiu a questão: "ou ele ou eu", veio a tona a resposta: Grêmio. Fiquei perplexa. Não que eu não quisesse que ele tivesse seus hobbies, só que nunca imaginei que ele realmente fosse achar o time mais importante do que "seja lá deus o que a gente tinha". Fora toda a função em que eu me submetia a agendar tudo sempre de acordo com o calendário dos campeonatos em voga.

Pensando em um exemplo tão próximo e ao mesmo tempo tão distante - porque eu finalmente me dei o respeito e decidi seguir a vida mais leve - eu gostaria que todos amassem mais, sabe? Eu fico divagando, às vezes a gente se dedica mais a uma coisa do que a alguém. E isso é triste, já que as coisas não podem nos devolver o que investimos de sentimento nelas. Podemos nos confortar num jogo, num pote de sorvete, num episódio de seriado, mas isso nunca vão se equivaler a um carinho de verdade. Eu tenho pena de quem pensa o contrário.

Espero que essa história toda de violência nos esportes nos sirva de lição para levar as coisas mais na esportiva e menos a sério. Ninguém precisa morrer ou entrar em depressão quando seu time perde ou porque não pôde ver aquele golaço. Existe vida além disso.