Hoje tive uma cadeira cujo nome é, Comunicação comunitária. A professora, Neca Machado, propôs um debate sobre o que era comunicação comunitária na nossa humilde opinião de estudante de segundo semestre. Claro que deu quebra pau na sala de aula, mas isso é o de menos, o que me deixou de queixo caído foi a falta de realidade de alguns colégas de jornalismo. Segundo um coléga meu, o jornalismo tem que ser cada vez mais robusto e adaptado para ser rápido e acessível. Mas ele não quis dizer no sentido de que o jornalismo deve se tornar acessível em qualquer lugar, e sim no sentido de que o texto não interessa, o que interessa é o lead (seis perguntas básicas do jornalismo). Achei um absurdo, qualquer idiota sabe escrever um lead, se o jornalismo se resumir à isso a profissão de jornalista deixará de existir. E para piorar, em cima da classe dele estava o livro "Hiroshima" do John Hersey, que se trata de um livro-reportagem sobre a tragédia nuclear. Entendem a contradição? Hoje em dia, todo mundo quer as coisas mastigadas, prontas. "Os jornalistas são os trabalhadores manuais, os operários da palavra...", segundo Marguerite Duras, essa é a função do jornalista. Ser jornalista não é relatar o fato em si, mas dar vida ao fato, situar o leitor dentro daquilo que é narrado. Ser jornalista não é apenas ser um comunicador, é muito mais do que isso. Uma vez ouvi dizer que o jornalista é quem dá emoção à notícia, uma definição um tanto romântica, porém correta. Aliás, como dizia Philip L. Graham, "o jornalismo é apenas o primeiro rascunho da história". Fico impressionada com as criaturas que vão para a faculdade e acham que a melhor revista do mundo é a Veja pela sua sinceridade. Desde quando a Veja é uma revista sincera? Se faz de esquerda, mas sempre dá ênfase à direita. Sério, tem coisas que não dá pra entender mesmo. Acho que o problema é maturidade, essa gente que lê pouco, vive na Internet e acha que sabe tudo, acha que Veja e Diário Gaúcho são o futuro do jornalismo, nada contra esses meios, mas convenhamos que um estudante tem que ser open-minded sempre, não é? Enfim, espero que esse tipo de coisa mude, que os jovens de hoje tomem consciência de que fazer um manifesto não é apenas ficar sentado atrás do pc escrevendo no Orkut, e sim sair nas ruas, provar o seu valor, argumentar.
quinta-feira, 27 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
Revolução da informação
Michael Wesh, professor de antropologia da Kansas State University, elaborou um vídeo que está rolando no Youtube sobre os efeitos da informação no cotidiano das pessoas. Não se trata de um vídeo qualquer, mas uma interpretação de como encontramos e nos tornamos a informação, como ela sai do papel e entra no mundo mágico da digitalização perdendo controle e se tornando algo muito maior do que abrange. Em um curta de 5 minutos, onde em frases em inglês vemos a evolução das formas de armazenamento e cuidado da informação, é possível identificar aquilo que se tornou corriqueiro: a Internet é a nossa bibliotéca. O vídeo está disponível no Youtube já faz um ano e pode ser encontrado com o nome de Information R/evolution.
Uma página da Web que, com certeza, chama a atenção é o site da Maria Cláudia Cortes sobre cores. Ganhadora do prêmio Master of Fine Arts Computers, Cortes usou e abusou da criatividade para explicar a psicologia das cores do arco-íris. Além de ser interativo e educativo, o site é criado em flash e pode ser visualizado em qualquer navegador atualizado.
Para ver o site, clique AQUI!
Deborah Cattani
domingo, 23 de março de 2008
Mais um exemplo de péssima argumentação
Depois de acusada de agenciar garotas de programa para os maiores nomes da atualidade, a brasileira Andreia Schwartz foi liberada de sua sentença e será julgada em liberdade no país. Elliot Spitzer, ex-governador de Nova York, deposto este mês por envolvimento no programa de prostituição de Schwartz, teve coragem de pedir desculpas em público e dizer que não cometeu nenhum erro grave. Realmente, aonde foi parar o senso de ridículo das pessoas? Já não se preocupam mais em fazer debaixo dos panos e ainda por cima na hora de assumir as cagadas literalmente se fazem de santos. Errou pelo menos confessa, assim não perde totalmente a credibilidade que lhe resta, agora ter a cara de pau de argumentar é uma arte que salva à poucos. Schwartz disse aos repórteres do site G1 neste domingo (23) que as drogas encontradas em sua casa foram implantadas pela polícia e disse mais, disse não saber de agência nenhuma de prostituição. Depois, a moça se contradisse alegando conhecer modelos em todo mundo e argumentando que porte de drogas é um pequeno delito, portanto não sendo motivo de processo ou prisão. Essa dupla ilustra como anda a seriedade da política mundial, costumamos reclamar na política brasileira, mas lá fora a mentalidade não muda muito. Não que a política tenha sido melhor em algum momento histórico, não é essa a opinião desta repórter que vos escreve, mas antes as coisas eram feitas de maneira mais enfeitada e respeitando a ignorância da população. Só que agora, o pudor foi pelo ralo, cada um diz o que quer e o que bem entende e nós ficamos no meio tentando acreditar que aquilo não é verdade. Solução tão pouco existe, tudo é fruto de uma geração que já cresceu podre e disseminou suas frutas contaminadas pelas próximas gerações.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Desenho ridicularizando presidente americano estréia no Brasil
Fonte da matéria: Comedy Central
Donick Cary, redator dos episódios do seriado americano The Simpsons, criou a nova série que vai ao ar essa semana nas telinhas brasileiras da Sony Enterteinment Television, Lil Bush. Não se trata de um desenho qualquer, mas de sátira do então presidente americano George W. Bush, que na série é uma criança de um jardim da infância tendo como coleguinhas a secretária de Estado, Condolezza Rice, o ex-secretário de segurança, Donald Rumsfeld, e o político republicano, Dick Cheney.
Donick Cary, redator dos episódios do seriado americano The Simpsons, criou a nova série que vai ao ar essa semana nas telinhas brasileiras da Sony Enterteinment Television, Lil Bush. Não se trata de um desenho qualquer, mas de sátira do então presidente americano George W. Bush, que na série é uma criança de um jardim da infância tendo como coleguinhas a secretária de Estado, Condolezza Rice, o ex-secretário de segurança, Donald Rumsfeld, e o político republicano, Dick Cheney.
Apimentado e sem pudores, o seriado dirigido por Jay Karas tem como elenco as vozes de Iggy Pop, Chris Parson, Kari Wahlgren, Dave B. Mitchell, Ann Villella, entre outros e está no ar nos Estados Unidos desde junho do ano passado. A estréia no Brasil está prevista para o dia 25 de março, ás 21:30h, cada episódio conta com 30 minutos de críticas fortes e bem estabelecidas contra o sistema político americano.
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