Link das notícias:
Cliente é obrigado a tirar sapatos para entrar em banco de Jundiaí
Vídeo mostra mulher tirando a blusa para entrar em banco no interior de SP
Você sabe o quão árduo pode ser uma ida ao banco?! Levantar cedo, esperar em filas, separar contas, ver o dinheiro se esvair, mas nada mais chato do que passar pela porta giratória. Pois é, esse exato momento constrangedor onde você tem que tirar da sua bolsa o que possui metal deixando todo mundo bem alerta que você tem mp3, carteira, celular, entre outras coisas que você não quer sair por aí exibindo, esse momento é o pior. Pense um pouquinho, quando foi que uma roleta dessas impediu alguém de atirar dentro de uma agência? Ou até mesmo de assaltá-la com tudo que se tem direito?! Nunca. NUNCA! Daí, essas monstruosas máquinas de metal apitantes só servem pra te humilhar, passar vergonha, ter que tirar o cinto porque a fivela é de metal ou coisa do gênero. Só que ultimamente a neura é tanta que as coisas passaram do limite no estado de São Paulo. Uma mulher teve que tirar até a blusa para acessar uma agência do Banco do Brasil, e um homem precisou entrar sem os sapatos em outra agência por estes serem de material metálico. É um absurdo que ninguém tenha dado importância para notícias como essas duas acima. Eu encontrei ambas escondidas no G1 durante uma aula de Jornalismo Online, olha que eu procurei, heim! Isso é capa de jornal, abuso dos direitos individuais à privacidade, quebra de conduta ética e moral. São coisas pequenas como essas que acontecem todos os dias e são ignoradas pela mídia, por serem vistas como banais ou por não afetarem pessoas importantes. São coisas que, com certeza, precisam mudar.
Por Deborah Cattani
quarta-feira, 11 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Quem mede a justiça?
Lula diz que caso de menina de 9 anos grávida mostra 'degradação' da sociedade
Menina de 9 anos estuprada interrompe gravidez de gêmeos em Recife (PE)
Igreja critica aborto feito por menina de 9 anos violentada em PE; veja repercussão internacional
Nessa última semana mais um caso de violência assolou o país. Mas o que mais abalou as estruturas não foi o ocorrido e sim a solução. Impressionante ver a igreja perder o momento de calar a boca. Já saíram excomungando quem estava no caminho para defender o direito de duas vidas que nem tinham chegado no mundo. A menina, a mãe, a grávida em questão, que com 9 anos de idade foi estuprada pelo padrasto tinha POR LEI o direito de interromper a gravidez, mas ao receber a notícia a igreja não se conteve e disse que isso era blasfêmia, que uma vida não justifica a outra, ou seja, não importava se a pobre morresse no parto ou de infecções depois deste. Sem falar na última justificativa e, na minha opinião, a pior e mais escrupulosa: "aborto é pior que estupro". Desde quando violar um corpo é pior do que interromper uma blástula de se transformar em duas crianças que provavelmente seriam dadas para adoção ou virariam fruto de um rancor sem tamanho e terminariam suas vidas através das drogas e da violência. Essa é a minha opinião, cada corpo é um corpo, sem mencionar que a lei diz que quando uma mulher é estuprada ela tem direito a curetagem (aborto, em outros termos). Não sei porque tanto tabu em cima deste assunto afinal. Botar alguém no mundo para sofrer não é uma bênção, muito menos um milagre, não se pode medir o sofrimento das pessoas. Não se pode medir justiça. Crime é crime, e deve ser julgado conforme as leis de maneira ética e correta, e não conforme uma religião. Cada cultura tem suas crenças, se essas crenças forem absorvidas pela constituição, isso vira uma anarquia absoluta. Mas o meu ponto era desde o início dizer que cada um sabe o que faz, se existe um Deus, duvido que ele pense como os seus discípulos da igreja atual (que na verdade ainda é muito medieval).
Aliás, não sou só eu que carrego esse pensamento, o teólogo Hans Küng em entrevista para a ISTO É fala sobre isso neste LINK.
Por Deborah Cattani
Menina de 9 anos estuprada interrompe gravidez de gêmeos em Recife (PE)
Igreja critica aborto feito por menina de 9 anos violentada em PE; veja repercussão internacional
Nessa última semana mais um caso de violência assolou o país. Mas o que mais abalou as estruturas não foi o ocorrido e sim a solução. Impressionante ver a igreja perder o momento de calar a boca. Já saíram excomungando quem estava no caminho para defender o direito de duas vidas que nem tinham chegado no mundo. A menina, a mãe, a grávida em questão, que com 9 anos de idade foi estuprada pelo padrasto tinha POR LEI o direito de interromper a gravidez, mas ao receber a notícia a igreja não se conteve e disse que isso era blasfêmia, que uma vida não justifica a outra, ou seja, não importava se a pobre morresse no parto ou de infecções depois deste. Sem falar na última justificativa e, na minha opinião, a pior e mais escrupulosa: "aborto é pior que estupro". Desde quando violar um corpo é pior do que interromper uma blástula de se transformar em duas crianças que provavelmente seriam dadas para adoção ou virariam fruto de um rancor sem tamanho e terminariam suas vidas através das drogas e da violência. Essa é a minha opinião, cada corpo é um corpo, sem mencionar que a lei diz que quando uma mulher é estuprada ela tem direito a curetagem (aborto, em outros termos). Não sei porque tanto tabu em cima deste assunto afinal. Botar alguém no mundo para sofrer não é uma bênção, muito menos um milagre, não se pode medir o sofrimento das pessoas. Não se pode medir justiça. Crime é crime, e deve ser julgado conforme as leis de maneira ética e correta, e não conforme uma religião. Cada cultura tem suas crenças, se essas crenças forem absorvidas pela constituição, isso vira uma anarquia absoluta. Mas o meu ponto era desde o início dizer que cada um sabe o que faz, se existe um Deus, duvido que ele pense como os seus discípulos da igreja atual (que na verdade ainda é muito medieval).
Aliás, não sou só eu que carrego esse pensamento, o teólogo Hans Küng em entrevista para a ISTO É fala sobre isso neste LINK.
Por Deborah Cattani
domingo, 15 de fevereiro de 2009
200 anos poéticos e evolutivos
O ano mal começou e dois bicentenários importantes já sopraram velinhas: Edgar Allan Poe e Charles Darwin. O escocês Poe (19 de Janeiro de 1809 — 7 de Outubro de 1849), filho de um médico com uma atriz, ficou órfão aos dois anos depois de ser abandonado pelo pai e de sua mãe ser acometida por tuberculose, um dos males do século. Acolhido pela família Allan que lhe cedeu o sobrenome, o poéta cresceu e se tornou um exímio boêmio. Depois de se desentender com seus pais adotivos e arrumar várias dívidas de jogo, Poe lançou seu primeiro livro, em 1827, Tamerlane and Other Poems. Daí em diante mudou o rumo da literatura americana. Darwin (12 de Fevereiro de 1809 — 19 de Abril de 1882), bem mais comportado que Poe, segiu os passos do pai e se dedicou aos estudos da natureza descobrindo a teoria da seleção natural, mudando não só o rumo da ciência como também da religião. Dois grandes pensadores que fizeram a diferença e completaram esse ano 200 anos de vida, pois pra sempre continuarão vivos em nossos livros escolares, nossa ciência, nosso pensamento, nossas vidas.
Site dos eventos da PUCRS em homenagem aos 200 anos de Darwin:
http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/pucrs/Capa/Noticias?p_itemid=1349465
Por Deborah Cattani
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Adeus Abelardo
Na tarde desta sexta-feira (13), o produtor, diretor, empresário e figurinista Abelardo Figueiredo se despediu dos palcos aos 77 anos após uma isquemia cerebral.
Natural de Niterói, Rio de Janeiro (RJ), nasceu dia 27 de novembro de 1931. Cedo já foi apresentado aos palcos, sua avó realizava apresentações com as netas em pequenos musicais. Por pouco não se tornou diplomata, trocou a gravata pelo teatro e se envolveu com a Secretaria de Teatro e Arte do RJ, onde conheceu Fernanda Montenegro e Nicete Bruno.
Seu nome passou a ser frequentemente mencionado nos jornais e logo se tornou um revolucionário dos espetáculos musicais. Trabalho na televisão integrando elencos como os da TV Tupi, TV Rio, TV Excelsior, TV Continental e TV Bandeirantes. Como coordenador do Balett do IV Centenário, trabalhou ao lado de Lazar Segall e Cândido Portinari, unindo arte e a cultura brasileira para mostrar as belezas do Brasil.
Apresentou-se ao lado de nomes como de Elis Regina, Wilson Simonal, Tony Ramos, Suzana Vieira, Regina Duarte, Norma Bengel, Marlene Dietrich e Rachel Welch. E lançou outros como os grandes artistas: Rosemary, Adriana Lessa, Eduardo Conde, Samantha Caracante, Alcione, Fafá de Belém, Pery Ribeiro, Célia, Maria Alcina e Noite Ilustrada. Com a ajuda de sua filha Mônica Figueiredo e da jornalista Helô Machado, Abelardo lançou o livro "O Show Não Pode Parar", em 25 de março de 2008.
Por Debora Cattani
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